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A emergência de uma identidade literária em Portugal: entre história, textos e críticos


Ramos, Maria Ana (2019). A emergência de uma identidade literária em Portugal: entre história, textos e críticos. Signum : Revista da ABREM, 20(2):95-115.

Abstract

A identidade literária em Portugal está normalmente agregada a Camões. É um facto que, já no séc. XVII, a épica camoniana beneficiava de algum êxito em âmbito ibérico e europeu e é também verdade que nos sécs. XVII e XVIII, Camões se tornara símbolo para a Restauração (1640) e ilustração de alguma respeitabilidade civilizacional.
No entanto, foi o imaginário nacional, a nação histórico-linguística e a ‘homerização’ do poeta que, no séc. XIX, constituirão o alicerce e o arquivo do reconhecimento para uma produção literária escrita em português, digna de ser memorizada e engrandecida. Este ambiente exaltado, ao glorificar origens míticas, ao tecer predestinação divina, forja a ‘lusitanidade’ e reconstitui uma história e uma história literária, sem espaço para considerações metodológicas. É, contudo, um acaso que favorecerá a introdução do método filológico em Portugal com as primeiras análises científicas do texto literário português, sobretudo com Carolina Michaëlis. Circunscrevendo-me a algumas vozes, procurarei ilustrar a vitalidade do(s) discurso(s) sobre a história literária portuguesa (do português?) e a construção de uma identidade.

Abstract

A identidade literária em Portugal está normalmente agregada a Camões. É um facto que, já no séc. XVII, a épica camoniana beneficiava de algum êxito em âmbito ibérico e europeu e é também verdade que nos sécs. XVII e XVIII, Camões se tornara símbolo para a Restauração (1640) e ilustração de alguma respeitabilidade civilizacional.
No entanto, foi o imaginário nacional, a nação histórico-linguística e a ‘homerização’ do poeta que, no séc. XIX, constituirão o alicerce e o arquivo do reconhecimento para uma produção literária escrita em português, digna de ser memorizada e engrandecida. Este ambiente exaltado, ao glorificar origens míticas, ao tecer predestinação divina, forja a ‘lusitanidade’ e reconstitui uma história e uma história literária, sem espaço para considerações metodológicas. É, contudo, um acaso que favorecerá a introdução do método filológico em Portugal com as primeiras análises científicas do texto literário português, sobretudo com Carolina Michaëlis. Circunscrevendo-me a algumas vozes, procurarei ilustrar a vitalidade do(s) discurso(s) sobre a história literária portuguesa (do português?) e a construção de uma identidade.

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Item Type:Journal Article, not_refereed, original work
Communities & Collections:06 Faculty of Arts > Institute of Romance Studies
Dewey Decimal Classification:800 Literature, rhetoric & criticism
470 Latin & Italic languages
410 Linguistics
440 French & related languages
460 Spanish & Portuguese languages
450 Italian, Romanian & related languages
Uncontrolled Keywords:Identidade literária, Portugal, História literária, Método filológico
Language:Portuguese
Date:2019
Deposited On:20 Nov 2020 15:04
Last Modified:20 Nov 2020 15:04
Publisher:Associação Brasileira de Estudos Medievais
ISSN:1516-6295
OA Status:Green
Official URL:http://www.abrem.org.br/revistas/index.php/signum/article/view/504
Related URLs:http://www.abrem.org.br/revistas/index.php/signum/issue/view/27 (Publisher)

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Language: Portuguese
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